Dinheiro pelo ralo, escreve Francisco Sacramento
Persistência, foco, alinhamento e entrosamento com colaboradores e clientes evita desperdícios
Por Francisco Sacramento
A necessidade de pessoas e organizações buscarem diariamente sua sobrevivência, em um mercado globalizado e competitivo justifica, de maneira conclusiva, a importância de se analisar e discutir algumas propostas focadas na identificação e solução de diferentes tipos de desperdícios. Essa é a questão central deste artigo, onde o autor foca o equacionamento da questão: como pessoas e organizações irão conseguir sobreviver e até crescer em um mercado agressivo, com elevado nível de desemprego? Ambiente no qual, novas formas de agir devem ser desenvolvidas com o objetivo de aprimorar a utilização de recursos relegados a um segundo plano, e onde pode se observar com facilidade o escoar de diferentes formas de recursos monetários, físicos e de outros tantos pelos ralos das organizações, da sociedade e no âmbito pessoal.
Existe solução? Sim, e ela depende, de um lado de persistência e foco, e de outro ocorre em várias etapas representadas por momentos, por degraus a serem galgados, por decisões que em determinadas circunstâncias se mostrarão inadequadas, razões pelas quais os participantes deste processo deverão entender, que muitas vezes o recuar, e buscar o folego não significar o abandonar, mas o envolver-se em um processo onde será necessário desaprender para aprender novamente. Sequência que reflete, em sua essência, um caminhar repleto de idas e vindas com o propósito de aprimorar organizações, pessoas, produtos e serviços.
Um outro momento está diretamente relacionado com ao ato de confrontar e entender conceitos como os de perda e de desperdício. Aqui conceituaremos perdas como sobras, por exemplo na confecção de uma roupa, em razão do tecido utilizado ser retangular e os moldes não, ocorrem sobras ou mais especificamente diante do que denominamos de perdas; por seu lado, os desperdícios, envolvem o fabricante se encontrar utilizando de recursos financeiros os quais não serão utilizados no atendimento das demandas existentes. Na primeira situação, ocorre o desgaste natural da moeda enquanto, na segunda assiste-se o uso inadequado do recurso monetário sem que ocorra qualquer possibilidade de retorno qualitativo ou quantitativo.
Também deve ser considerado que além da identificação das diferentes formas de desperdícios, a ausência de foco ou a sua inconstância é um fator primordial na obtenção de resultados capazes de desestruturar os esforços desenvolvidos. A respeito desta última questão deve ser levado em conta o fato de que muito dificilmente o atender o mercado em sua totalidade conduz a resultados favoráveis, pois a multiplicidade de recursos necessária envolve despesas e custos adicionais que redundam em níveis inaceitáveis de retorno, além de ampliarem os riscos. Assim, naqueles momentos, em que, predomina o ardente desejo de ser o maior há que se pensar seriamente na identificação de objetivos. Ato que, efetivamente, indica a existência de uma dificuldade comum: poucos são aqueles que conseguem perceber, de maneira clara, simples os objetivos a serem buscados. Os resultados?!!! São facilmente visualizados: ações desconectadas; ausência de alinhamento; caos entre colaboradores e clientes; atrofia de pessoas e organizações, e; ao final na convivência com prejuízos morais e financeiros.
As resistências decorrentes dessas abordagens devem ser levadas em consideração pois muitos poderão e se sentirão culpados em decorrência de existência e permanência de desperdícios os quais conduzem ao aumento de custos, perdas, e à ausência de competitividade. Postura essa muitas vezes associada de um lado ao distanciamento na busca de soluções e de outro pela crença de que a esse fenômeno se faz presente por culpa de pessoas distantes e inacessíveis.
Outro instante a ser considerado diz respeito à qualidade das pessoas e a seu grau de investimento na busca de competências capazes de melhor construir cada indivíduo e capaz de atuar de forma efetiva dentro de um contexto pessoal e profissional. É evidente que, aqui não nos referimos apenas ao processo de aprimoramento associado a Instituições de Ensino, mas, principalmente àqueles, em que cada um arregaça as mangas e passa a construir seu conhecimento, e a entender e visualizar suas aplicações.
Assim, ao avaliar e agir a partir de novas abordagens, pessoas e organizações estarão aptas a solucionar questões e dificuldades enfrentadas em suas atividades diárias e ao mesmo tempo a evitar que recursos se percam em uma enxurrada descontrolada.
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Sobre o Autor: Francisco Sacramento: Mestre em Administração pela UMSP, Administrador pela FGV/SP. Prof. Universitário, membro da Academia de Letras de Araçariguama a Região. Tem na orquidofilia e na fotografia duas áreas focadas na construção do conhecimento. É autor de textos científicos e artigos publicados em diferentes mídias.
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