“Nossa Aceitação”. Por Mário Henrique Vicente

por Mário Henrique Vicente
Modelo de Sofrimento de Kübler-Ross, propõe uma descrição de cinco estágios discretos pelos quais o ser humano passa ao lidar com as tragédias. Os estágios são: (1)Negação: Isto não pode estar acontecendo. (2) Raiva: Por que? Não é justo (3) Negociação: Espero que melhore para meus filhos. (4) Depressão: Não consigo lutar contra isso. (5) Aceitação: Vai tudo ficar bem.
Se fôssemos abordar o nosso sofrimento pela tragédia política nacional, em que estágio estaríamos?
Bom, é indubitável que cada ser humano tem um tempo seu, muito particular, para assimilar as tragédias. É por isso que no grande diagrama nacional, vemos vertentes em todos os estágios, por isso nosso drama parece confuso.
Não é nada confuso.
Me parece que estamos no estágio da negação, com a difícil missão de nos deprimirmos, antes de aceitar que o sistema da política nacional está untado de vícios. A dura realidade é que participamos de tudo isso, passiva e ativamente. Na primeira hipótese quando deixamos a política para os políticos e na segunda, quando votamos nos atuais políticos. Eu sei que muita gente não vai concordar, mas tudo bem, estamos na fase da negação.
Sobre o Modelo de Sofrimento de Kübler-Ross há uma conclusão muito positiva: Passados os estágios, se percebe que as experiências frustrantes humanizam e maturam a consciência do ser humano.
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Sobre o autor: Mario Henrique Vicente é advogado, ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Fraiburgo; escreve às sextas-feiras no Jornal Caboclo.
P. S. : Os conceitos emitidos por artigos ou por textos assinados e publicados neste jornal são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores.
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